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domingo, 18 de janeiro de 2015

Por um livro na vida estudantil...




Dia desses li uma matéria no O Povo On Line que dizia que mais de 500 mil estudantes zeraram a prova de redação do Enem de 2014. Eu me pergunto onde está o problema, uma vez que essa geração de agora lida muito mais com a palavra escrita que aquela pré-inclusão-digital.

Dizem que em eras de Whatsapp receber ligação é sinal de amor, e se a gente todo dia escreve MUITO, mas MUITO, via Facebook, Twitter, Whatsapp, Viber, Skype, porque erramos tanto? Talvez o problema esteja exatamente aí. Nos comunicamos tanto e pensamos tão pouco!

Sou fã do Zuch, já disse em outro post, ele e o Face tem grande responsabilidade pelo engajamento político dessa nova geração. Porque é mais fácil tomar posição, saber do que acontece ao redor do mundo. Emitir e receber opinião.

Mas falta à gente fazer isso de forma organizada. Crítica, mesmo, sobretudo conosco.

Porque a gente não lê pouco. Se lesse pouco, John Green, Gayle Forman, George R. R. Martin, Rick Riordan, Veronica Roth não teriam mais de um livro nos top de vendas de 2014! São livros voltados pro mesmo público que anda fazendo ENEM, gente que lê pra caramba.

Mas por que tantos zeros?

Apesar de estarem profundamente vinculados (como diria o ditado: Quem lê muito, escreve bem), ler e escrever, são coisas distintas e que precisam ser distintamente exercidas.

A gente lê muito, mas geralmente não consegue tecer uma visão crítica do que lemos. E o que o ENEM exige é exatamente isso: Que a gente consiga estabelecer um ponto de vista sobre algo e defendê-lo. Apresentar nossa âncora de idéias, argumentar e concluir. E talvez seja isso que nos falta.
Não dispomos de curtir, compartilhar e adicionar uma foto no post do ENEM. Só palavras.

Sei que todo mundo tem sua visão das coisas, e que nada é 'só isso', mas a minha dica pra quem vai fazer ENEM em 2015, já começou a se preparar e tem medo do bicho papão da redação?

Quando terminar um livro, escreva uma redação sobre o tema principal do livro. Se é uma disforia sobre um futuro sem água, se é uma adolescente soropositiva, se é um acidente por causa de um motorista alcoolizado, tente escolher dois argumentos a respeito, se posicionar e discorrer sobre o que você pensa.

Precisamos exercer um pensamento crítico sobre as notícias e informações, pois estamos inundados delas. Basta colocar o assunto no Google e aparecem dezenas de notícias do mundo inteiro.
E isso ainda nos ajudar a crescer como seres humanos: Conhecemos a realidade das pessoas ao redor do mundo e sabemos dos problemas da nossa sociedade.

Mudamos não só a nota do ENEM, mas o mundo ao redor! :3
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Ler pra viver, viver pra ler.

Começando mais um blog, por questões de prioridade, através do Blogspot.

Mas não preciso muito, porque a grande vontade que tenho é de escrever. Escrever sobre ler, que é o que me salva.

Ler me salva de um mundo pequeno, muito pequeno.

É bem sabido que nos revezes da vida a gente precisa se agarrar em algo. Nos ciclones, nos tufões. A gente sempre precisa se agarrar em algo pra começar ou recomeçar. Ou se manter.

Eu me agarro na possibilidade de ir além de mim, do meu próprio mundo, da minha própria realidade.
Preciso enxergar de fora, enxergar pra dentro, e ter experiências tantas que uma vida apenas nunca seria capaz comportar. E por isso eu leio. Leio tanto, leio mundos.

Leio Gabo Garcia Marquez, leio Hemingway, leio Dostoiévski. Leio bula de remédios, leio anúncio de jornal, letra de música e livro de receita. Leio.

Minhas paixões são as palavras escritas e o cinema. Tão apaixonada sou que não saberia nada da vida, não fosse por eles.

E eis que minha nova jornada é começar com esse blog, falando dos livros que eu leio, que eu li, que eu descobri e nos quais me descobri e me redescubro.

Minha meta? Três livros por mês. 26 até Dezembro de 2015. Podem ser leituras ou releituras, mas serão, porque é sempre possível descobrir algo novo. Até na tal bula de remédio.

Quanto cabe em mim? Toda a infinitude do Universo.
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